No hemisfério sul temos jasmins na época natalícia. Vendem-se aos molhos, por todos os lados, em pequenos funis de cartão branco.
As pessoas que regressam da praia levam-nos consigo nos sacos de pano ou de palha. Os corpos estridentes ainda besuntados de cremes, imprescindíveis face à inclemência solar na proximidade do pólo sul.
Os jasmins são indiferentes a tudo. Guerreiros devotos na luta íntima pela pujança máxima da vida. Mesmo colhidos e amputados, são meta-humanos nas jarras-destino. Definham heroicamente. Incessantemente fabulando novos graus de beleza para o seu perfume. Tão mais intenso e vivo quanto mais próximo da extinção.
O acto final dá-lhes sempre a oportunidade de chocarem o mundo com a generosidade. Jasmins, brancos jasmins de Natal.