Outubro 28, 2008...5:03 pm

Regressando ao tema do Homeschooling

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O Tobias estreou-se no Jardim de Infância há dois meses. Aparentemente contrariando as convicções que acalento relativamente ao ensino das crianças, nomeadamente as mais novas, corri a inscrevê-lo numa escola mal chegaram os três anos.

Tenho argumentos que sustentam a minha posição: dada a inconstância que se prevê na minha vida, entendi que seria melhor iniciá-lo desde já num sistema de ensino que fatalisticamente não será o português e que exigirá dele a compreensão de uma outra língua.

Assim, cheia de preocupações linguísticas, enlistei o meu Bias numa escola. Tive, contudo, o cuidado de reduzir ao mínimo o número de horas que ele lá passa. Estritamente a manhã. O resto do dia, passá-lo-á ele com o pai, em regime de descanso e de homeschooling.

Não estamos tristes com a experiência. Vemos que o Bias progride naquilo em que esperávamos que progredisse (a nova língua), mas sentimos a grande necessidade que ele ainda tem da casa, do mundo dele, do ritmo dele.

Sabemos também que aquilo que ele vai efectivamente aprendendo da vida (dos planetas ao nome dos insectos) somos nós que lhe ensinamos. Mas sobretudo, sentimos uma grande segurança da parte dele por ter sempre um pai ou uma mãe presente. E aos três anos, que mais interessa? 

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