Este livro conta a história de um casal de médicos, Reginald e Catherine Hamlin, que fizeram da Etiópia o seu lar e lá se dedicaram a devolver saúde e dignidade às doentes de fístula.
A fístula é uma doença praticamente erradicada do mundo ocidental mas que afecta milhões de mulheres nos países menos desenvolvidos. É principalmente provocada por partos difíceis, durante os quais as mães que não têm qualquer tipo de apoio médico acabam por dar à luz um nado morto, após dias de trabalho de parto. Estes partos extremamente prolongados e a permanência dos bebés já mortos no útero provocam lesões internas inimagináveis, sendo uma delas a abertura de um buraco (fístula) que permite a passagem incontrolada de fezes e urina pela vagina.
Sem cura, as mulheres que sofrem deste problema são condenadas a uma vida de solidão e isolamento, por causa do cheiro abominável que permanentemente exalam. Não só as comunidades as afastam, como elas próprias desfalecem sob o peso da vergonha.
Em 1974, Reginald e Catherine Hamlin construíram um hospital inteiramente vocacionado para estas mulheres e desde então têm vindo a distribuir esperança e vidas renovadas em quantidades generosas. Gratuitamente.

