Maio 12, 2007...3:26 pm

Latinidade

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No dia 2 de Maio, o Instituto Camões encheu-se de Latinidade.
O ar tresandava a oficialidade. Os discursos leram-se no tom em que se deviam ler e tocaram nos assuntos da narrativa actual: o património da língua, a humanidade dos homens e a conquista do saber. Cada palavra e cada conceito na sua gaveta. Homens e mulheres de aprumo inquestionável. E, como não poderia faltar, um herói.
O professor José Mattoso foi distinguido com o Prémio da Latinidade 2007. Pela obra, pela História, pela dádiva de compreensão.
Duas memórias do dia:
1. o momento em que os vencedores dos prémios de escola foram anunciados. Orgulhei-me de os ver e de saber que ali tinham chegado. Desconheço os talentos que lhes deram asas, mas só a felicidade daquele momento valeu o prémio. Lembrei-me do quanto gostaria de ter estado em situação semelhante e, por artes mágicas, completei o passado. Aquela honra também era minha, tinha sido minha, atribuída num tempo comum aos desejos de juventude. O humano e divino em mim, neles. Numa confissão empática que fiz dos meus sonhos, a sua realização.
2. o Prof. José Mattoso. Já o tinha visto fotografado e filmado. Mas nunca assim, por inteiro. O ar tranquilo de quem conhece a terra e o tempo que passa por ela. A voz enclausurada na riqueza dos significados. A imensidão de um homem ascético. Impressionou-me. Também eu queria ser assim.

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